Pra não dizer que não falei de Vandré

Você sabe quem é Geraldo Pedrosa de Araújo Dias?

É o paraibano de João Pessoa, nascido no dia 12 de setembro de 1935. Filho primogênito do médico José Vandregísilo.
No próximo mês de setembro, ele estará completando 80 anos de idade. É ele mesmo: Geraldo Vandré. Brilhante cantor e compositor. Presença marcante nos Festivais da Canção dos anos 1960. Nesse período emplacou canções como: Pra não dizer que não falei das flores (Caminhando), Disparada, Fica mal com Deus, etc.
Ainda menino, descobriu novas formas de diversão, além das brincadeiras: ouvir os cantores das feiras e participar de alguns festivais de canto do Ginásio São José, em Nazaré da Mata (PE) onde era interno.
De volta a João Pessoa, descobria o rádio e seus cantores, como Francisco Alves. A mãe, Maria Marta, preocupada com os estudos do filho, costumava perguntar: "meu filho, o que você quer ser quando crescer?".
Em 1951, a família vai morar em Rio de Janeiro. Lá, o adolescente, sob o pseudônimo de Carlos Dias, começaria a participar do programa de calouros de César de Alencar, na Rádio Nacional. Também conheceu o pianista Paulo Borges, da boate Tudo Azul, "e desaparece todas as noites". Mas a mãe não queria o filho metido com a boêmia carioca.
"Você precisa se formar e ser advogado", exigia sua mãe. Assim o fez Geraldo, foi cursar Direito na Universidade do Distrito Federal (Hoje Universidade Estadual do Rio Janeiro).
Formado em Direito, ele entregava o diplomava para a mãe, de quem recuperou seu violão, mergulhando de vez na verdadeira vocação: ser artista.

Moral da história: não tente mudar as aptidões profissionais do seu filho. Se isso tivesse ocorrido com Vandré, o não tinha esse artista genial. 

Fonte: Coleção MPB: Compositores, Encarte n.31, Ed. Globo, agosto de 1997.

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