Facetinhas Literárias

     Desde que iniciei meus estudos sempre reuni e li livros, revistas, jornais e outras fontes. Lia e fazia algumas anotações, ou até, reproduções de trecho e os guardava. Agora, com o advento da internet, resolvi publicar algumas curiosidades e esquisitices de escritores, poetas, pintores, cientistas, estadistas, etc. Leia algumas aqui reunidas:

      1. Período único. Um dos mais conhecidos escritores da Polônia do século passado foi Jerzy Andrzejewski (1909-1983). Em 1962 ele publicou um romance formado inteiramente por um único período, e cujas primeiras 40.000 palavras se sucedem sem um único sinal de pontuação, Trata-se de uma descrição da famosa "cruzada das crianças", 1212, em que milhares de adolescentes alemães e franceses, que formavam a maior parte do exército cristão, acabaram vendidos como escravos ao chegarem à Terra Santa.

       2. Sem vogal. Em 1939, o escritor norte-americano Ernest Vincent Wrigth publicou o romance Gadsby, de aproximadamente 50.000 palavras, que não tinha nenhuma letra "e". A obra é simplesmente fantástica, e textualmente falando não é simples reunir tantas palavras se essa vogal.

       3. O maravilhoso O. Em 1957, outro americano, o humorista James Thurber, publicou uma fantasia infantil, O maravilhoso O, sobre um país onde não era permitido empregar a vogal "o". Esse conto longo, traduzido no Brasil por Carlos Lacerda e publicado na antiga revista Senhor, não contém nenhuma letra "o".

       4. De improviso. O autor do livro O mágico de Oz, o escritor americano Lyman Frank Baum (1856-1919), conhecido como L. Frank Baum, revelou que, um dia, enquanto inventava uma história cheia de peripécias para filhos de vizinhos, uma menina lhe perguntou o nome do reino onde se passavam aquelas aventuras. Apanhado de surpresa, ele passou os olhos pelo cômodo onde estavam e reparou num arquivo com três gavetas, cada qual com uma etiqueta: A-G, H--N e O-Z. Lendo esta última, achou ser o nome apropriado para seu fantástico reino imaginário.

      5. Einstein: visita ao Cristo Redentor. No final de abril de 1925 Albert Einstein parte de Berlim rumo à América Latina a bordo do navio "Valdívia", mas precisamente para o Brasil, ou melhor, para a cidade do Rio de Janeiro, onde chegou no dia 4 de maio do mesmo ano e foi hospedar-se no Hotel Glória. No dia seguinte visitou ao Pão de Açúcar. Apesar do seus 46 anos de idade, a viagem de bondinho até o topo da pedra deixou-o extasiado como a um menino. A visão da baia da Guanabara convenceu-o de que poucas cidades no mundo poderiam igualar-se, em belezas naturais, à cidade carioca. Acompanhado por Roquete Pinto, fez também questão de visitar o Corcovado e todas as praias da Guanabara.
      Maravilhoso! -- Dizia. Seus olhos encheram-se de luz e de sol, o calor do verão carioca deu-lhe uma nova sensação. Nos dias seguintes, como convidado de honra do governo brasileiro, cujo presidente da República era Artur Bernardes, visitou o Jardim Botânico, o Instituto Oswaldo Cruz e a Escola de Engenharia. Na Academia Brasileira de Ciências e no Clube de Engenharia proferiu duas palestras sobre sua famosa teoria. No Museu Nacional, além do diretor, Roquete Pinto, foi recebido também pelo naturalista Alípio de Miranda Ribeiro.
      No entanto, a presença do físico alemão no Rio  foi pouco comentada pela imprensa local. O Rio de Janeiro daquela época era provinciano demais para reconhecer a importância do descobridor e tributar-lhe as devidas honrarias. Poucos cientistas brasileiros estavam a par da Teoria da Relatividade.
      Os brasileiros que conviveram com Einstein naqueles poucos dias, notaram-lhe a simplicidade cativante e a alegria constante. Foi notado também seu senso crítico e quase humorístico, principalmente durante a ocasião de uma foto histórica programada nas escadarias do Museu Nacional.
      Curiosidade. quando o grupo de renomados cientistas e pesquisadores se reuniu para ser fotografado, os curiosos que passavam pela avenida Rio Branco notaram que o único homem vestido com um terno leve de linho branco, isto é, de acordo com o calor sufocante do dia, era aquele homenzinho baixo e bigodudo, enquanto que todos os outros pareciam derreter-se dentro de seus ternos pretos e sufocantes de casimira inglesa e colarinho duro.
      Referências: itens - 1, 2, 3 e 4 de Donaldson M. Garschagen, artigo. magazine-3, nº 9, abr a jun de 1999, com adaptação. Item 5 de Os homens que mudaram a humanidade, vol. 1 - Einstein. Texto de Filippo Garozzo, ed. Três, 1974, pp. 96, 97. Trecho.   
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