Geraldo Azevedo: Ontem, Hoje e Amanhã

    Geraldo Azevedo Amorim, filho de José Amorim e Almira Azevedo Amorim, D. Nenzinha. Nasceu em 1945, em Jatobá, zona rural de Petrolina, Pernambuco. De família humilde, mas harmoniosa e culturalmente abastada. A música e a poesia cercavam o lar dos Azevedo, que funcionava como uma casa/escola. Era ali que sua mãe, que era professora, alfabetizava as crianças do lugarejo. Entre as fotos de sua infância, há uma da casa onde ele vivera com os pais e os três irmãos.
     Aos 5 anos, ganhou do pai, e por ele confeccionado, o seu primeiro violão. Possivelmente nascia ali um dos mais brilhantes compositores, cantores e violinistas do Brasil dos últimos 50 anos. Apesar de ser autodidata, sua arte não sofreu nenhum prejuízo por isso. Pelo contrário. Houve um refinamento. Ela foi lapidada. Sua carreira é marcada por, pelo menos, dois aspectos essenciais: 1. Jamais abandonou a tradição cultural da música nordestina; 2. É um incansável combatente do preconceito que ainda sofre o nordestino. Sempre fez ecoar as suas ideias, por meio da sua voz, do seu violão; sempre tocando (nos dois sentidos) os corações dos seus admiradores, sejam eles artistas ou anônimos. Sejam eles brasileiros ou não; sejam nortistas, nordestinos ou sulistas.
     A parceria com outros letristas, músicos, cantores, produtores, etc, é uma marca registrada na sua carreira. Fazem parte do seu clã, nomes como Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré, Elba Ramalho, Alceu Valença, Zé Ramalho, Dominguinhos, Naná Vasconcelos, Teca Calazans, Renato Rocha, Fausto Nilo, entre outros. Por exemplo, foi em parceria com Geraldo Vandré que ajudou a nocautear o regime militar com os versos demolidores de Canção de Despedida.
    Ainda muito jovem, nos idos dos anos 1960, inicia a sua carreira na cidade de Petrolina, na Rádio Difusora. A Bossa Nova estava no auge e a música de João Gilberto o fascinava muito, e, é na Rádio Emissora Rural A Voz do São Francisco, que vai apresentar o programa "Por Falar em Bossa Nova". Também compõe a música tema e as vinhetas do programa, além de tocar violão ao vivo. 
     Aos 18 anos, ruma para Recife, onde cursa o científico e prepara-se para o vestibular de Arquitetura, Chegou a trabalhar como projetista na construção de prédios tradicionais do centro da capital, mas a música falou mais alto no sentido de ser a sua verdadeira profissão. 
     No Recife, "interage com o grupo Construção, tendo Naná Vasconcelos, Teca Calazans e Paulo Guimarães como parceiros. Nessa fase, começa a tocar em Universidades. Ganha seu primeiro violão profissional de um grupo de estudantes, entre eles Cristovam Buarque, atual senador brasileiro".
    Em 1965, aos 20 anos, cria o grupo "Raiz", pautado no teatro, na literatura e na música. Conhece Carlos Fernando, um dos seus maiores parceiros. Trabalha no Teatro Popular do Nordeste, musicando os poemas dos espetáculos. Nos fins de semana vai para o Bar Aroeira, fazer animação cultural, levando consigo bandas de pífano ( tipo de flautim muito comum no Nordeste. A banda de Caruaru é uma das mais famosas da região) e cirandeiros para as apresentações. Assim, o folclore sertanejo ganha público em Recife.
    O "Raiz" ganha mais espaço e duas vezes ao mês, se apresenta na TV Jornal do Commercio, onde Geraldo comanda o programa "Chegou a Vez" e recebe convidados de outras cidades. Nesse clima, aos 21 anos anos, compõe sua primeira canção, Aquela Rosa (inclusive a melodia), a qual venceu um festival. Nesse mesmo ano, 1966, começa a parceria com Carlos Fernando. 
     Em 1967, assume a direção do segundo Festival da Música do Nordeste, quando é considerado um dos melhores violinistas. Nesse mesmo ano, embarca para o Rio de Janeiro, acompanhando a cantora Eliana Pittman e banda. Num dos shows dela, ele fez uma participação solo. Passa, então, a ser considerado como um compositor e instrumentista versátil. E segue em turnê com Pittman.
    Como já conhecia Naná, junta-se a ele, Nelson Ângela e Franklin para formar o "Quarteto Livre", grupo esse que acompanha Geraldo Vandré em seus shows. Foi nessa época que começou a escrever  com Vandré, Canção de Despedida, ainda sem saber o que estaria por vir. Perseguido, Vandré deixa o Brasil e o Quarteto é desfeito. No exílio, ele termina de compor a única música dos dois.
    O mês era dezembro. O ano era l969. O AI-5 (Ato Institucional número 5 acabava de ser imposto pelo presidente Costa e Silva, o qual estabeleceu no país uma ditadura sem disfarces. Por meio desse Ato, o presidente da República pode cassar mandatos, suspender direitos por 10 anos, decretar recesso parlamentar, etc).
    Vandré e o Quarteto que estavam em Anápolis, Goiás, numa excursão, ficaram apreensivos. "Foi uma loucura". Relembra Azevedo. E completa: "Vandré ficou louco. Não sabia o que fazer. E com medo que fosse preso (...) entrou na clandestinidade". Escondido por mais de um mês, na casa de D. Aracy, viúva do escritor João Guimarães Rosa, não era fácil para seu parceiro ir visitá-lo. Era preciso, a toda hora, despistar as pessoas da repressão. Porém, não houve como Vandré evitar o exílio. A partir de então, os dois músicos seguem caminhos distintos. Ficando assim, para trás outros projetos da dupla. 
     No Brasil, Azevedo participava de reuniões clandestinas, quando conheceu Glauber Rocha, Walter Lima Junior, Caetano Veloso, e outros. Coube a ele a responsabilidade de recolher assinaturas para o manifesto contra a censura. Não houve como. Nesse mesmo ano de 1969, foi preso e torturado por 41 dias. Esse motivo interrompe as atividades artísticas e volta a trabalhar como projetista por algum tempo.
    Em 1973, quando Geraldo retorna ao Brasil, o outro Geraldo tentou uma reaproximação com ele, mas o diálogo se mostraria impossível entre os dois. E completa: "Vandré queria me convencer a não cantar mais, mas, como não aceitei a proposta, começou a conversar comigo como se tivesse incorporado um personagem estranho a ele". 
    Essa circunstância não abate o pernambucano. Ele reúne novas forças e segue a carreira já iniciada a duras penas. A década de 1970 já estava em curso, quando chega ao Rio de Janeiro, seu conterrâneo Alceu Valença. Os dois ficaram amigos e juntos, compõem Talismã, que foi censurada. Participaram do IV Festival Universitário da MPB com as músicas 78 Rotações e Planetário, respectivamente. O mesmo fazem no Festival Internacional da Canção com Papagaio do Futuro, ao lado do mestre Jackson do Pandeiro. Essas participações renderam à dupla a gravação do primeiro LP, pela Copacabana, com tecnologia quadrafônica.
     Em 1974, participa do filme A Noite do Espantalho, como diretor musical, e atua no papel de Severino, com a barba crescida. Desde então, nunca mais a tirou. Naquele mesmo ano de 74, é preso pelo regime juntamente com a esposa que estava grávida. Logo ela foi solta, Ele fica. É torturado e num dos interrogatórios foi obrigado a tocar e cantar repetidas vezes para os torturadores ouvirem. Por isso, é salvo das torturas, pela música e é solto.
     Aos poucos vai se firmando como artista. Talento tem o bastante. Persistência, idem. A TV Globo, inclui, gradativamente, várias de suas músicas nas trilhas sonoras das telenovelas. Foi assim com Caravana, em "Gabriela, Cravo e Canela";  Malaksuma e Juritis Borboleta, em "Saramandaia"; Arraial dos Tucanos, no "Sítio do Pica Pau Amarelo"; O Menino e os Carneiros, em "Sinhazinha Fló", entre outras.
     Em 1976, lança seu primeiro LP solo, emplacando três sucessos: Caravana, Barcarola do São Francisco e Em Copacabana. Em 1979, lança o LP "Bicho de Sete Cabeças", tendo a participação especial de Elba Ramalho na faixa título. Essa música e Táxi Lunar, são consideradas as melhores do álbum. No mesmo disco, D. Nenzinha, grava com o filho, Natureza Viva. Antes do final da década de 70, participava do grupo Kalunga, a convite de Chico Buarque, que, entre outros artistas, partem do Rio de Janeiro rumo a Angola, onde são realizados shows em três cidades.
     Nos anos 80, ele segue lançando seus discos regularmente. Primeiro  veio "Inclinações Musicais". Do qual participaram Sivuca e Jackson do Pandeiro. Três músicas fizeram enorme sucesso: Dia Branco, Moça Bonita (entra na trilha sonora de "Terras Sem Fim") e Canta Coração. Em 82, lança "For All Para Todos". Esse título refere-se à origem da palavra forró (que significa um baile popular; para todos).
      Essa década prometia muito para Geraldo - positivamente falando. Em 84, ele, Elomar, Xangai e Vital Farias, fazem a turnê "Cantoria", que resultou em 2 LPs: "Cantoria 1" e "Cantoria 2". Por sinal, foram os primeiros discos gravados ao vivo em digital no Brasil.  Nesse mesmo ano, lança "Tempo Tempero", com participação de Nana Caymmi. No ano seguinte, 1985, grava seu primeiro disco ao vivo, pelo projeto "Luz do Solo", no Copacabana Palace (RJ). O trabalho reúne várias influências musicais: de Luiz Gonzaga a Bob Dylan.  Finalmente grava Canção de Despedida, estava, há muito, censurada. No palco estão os convidados: Elba e Zé Ramalho.
      Em 1986, lança seu primeiro disco independente: "De Outra Maneira" pelo selo Geração. Três músicas são sucesso em todo Brasil: Princípio do Prazer, Chorando e Cantando e Dona da Minha Cabeça. Esse álbum deu ao autor, disco de ouro. Em 88, lança seu oitavo disco solo: Eterno Presente, com participação de Dominguinhos. Fechando os anos 80, lança Bossa Tropical.
     Nesse ritmo, continuou pela década de 1090. Em 92, lança "Bereketê". Em 1994, grava um disco ao vivo, no qual estão vários sucessos de sua carreira. Esse trabalho rendeu-lhe um disco de ouro. Em 95,  com  Zé Ramalho, percorrem o Brasil com o show "Dueto". A iniciativa foi um sucesso de crítica e de público. Canecão lotado. Na plateia estão Alceu Valença e Elba Ramalho. A turnê que durou 2 anos, marca o início do projeto "O Grande Encontro", com os quatros. Em 96, lança o CD "Futuruamérica", em parceria com Capinan, Carlos Fernando e Fausto Nilo. Nesse mesmo ano, é lançado o primeiro volume de "O Grande Encontro", com clássicos de suas respectivas carreiras. Além de sucessos de Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré e Trio Nordestino. O grupo ganha disco de platina triplo. Em seguida foi lançado "O Grande Encontro 2", gravado em estúdio e sem Alceu. O disco vende mais de 300 mil cópias e os artistas ganham disco de ouro e platina. Em 98, lança a compilação dupla de "Raízes e Frutos", numa nova reeleitura musical.
    No início dos anos 2000, é gravado no Rio de Janeiro, ao vivo, "O Grande Encontro 3", Dele participam Belchior, Lenine, Moraes Moreira, que acabou resultando numa celebração da música nordestina. Sem perder tempo, Azevedo, vai para os EUA, gravar o disco "Hoje e Amanhã", com participação de músicos norte-americanos.
    Em 2007, lança "O Brasil Existe em Mim", no qual participam Elba e Alceu. Em 2009, grava seu primeiro DVD, "Uma Geral do Azevedo", ao vivo no Circo Voador (RJ). Em 2011, em CD e DVD, lança "Salve São Francisco". Vários artistas participam do show: Maria Bethânia, Djavan, Fernanda Takai, Dominguinhos, entre outros. Trabalho esse que todas as faixas celebram a beleza e importância do Rio São Francisco.
    De lá para cá, ou seja, nos últimos 5 anos, o artista tem se apresentado em vários shows em praticamente todo o Brasil. Por exemplo, "Noites de Frevo", no Rio de Janeiro. Ainda lá, fez uma temporada no final de janeiro desde ano (2016), com canções inéditas e grandes sucessos da carreira, no show voz e violão.
     Eis aqui, um pequeno resumo da minha pesquisa sobre a poesia lida, cantada, recitada e musicada desse  valioso petrolinense, cuja carreira fora construída com muito esforço, sacrifício, e, acima de tudo, muita beleza. Carreira essa que continuará produzindo ótimos frutos. 
     O professor e doutor em Literatura da UFRJ, Leandro Davino, ao comentar a canção Dia Branco, de autoria de Geraldo Azevedo e Renato Rocha, diz: "A melodia lenta, passional, adensa o desejo de manter o ouvinte "parado" no canto: atento à canção amorosa e mais vulnerável à conquista. A lamúria humana é pelo reconhecimento, portanto, como negar o convite da sereia que me canta: que diz quem sou?"
    É isso mesmo. É exatamente sobre MELODIA que quero falar. Falar sobre o repertório do artista em questão. Ouvindo suas canções,  ou seja, as  palavras que as  compõem - uma a uma vai se entrelaçando. Numa sonoridade incrível e agradabilíssimas aos ouvidos, é óbvio. Cantando-as, nesse mesmo conceito, as palavras vão fluindo  - verso sobre verso -  no "cantor", aguçando-lhe o desejo que a música pode se alongar de 3 para 8, 10 minutos, sem ser, no entanto, enfadonha. Ao meu ver, no cancioneiro brasileiro,  somente os poemas de Vinicius de Moraes têm igual musicalidade. 
    Quem mais passa emoção ao ouvinte com a interpretação dos poemas desse autor que Elba Ramalho? Só o próprio Geraldo Azevedo, apenas. Elba é como o Uirapuru Amazônico: quando pia, todos os demais passarinhos calam. Quando canto, todas as demais espécies silenciam até o maestro terminar sua sinfonia. Em Chorando e Cantando, Elba é simplesmente magistral e atinge a plenitude poética e musical, que se quer ouvir, com estes versos de autoria de Geraldo Azevedo e Fausto Nilo:
   
                                         FAZ CRER
                                         FAZ DESACREDITAR DE TUDO
                                         E DEPOIS DEPOIS AMOR Ô Ô Ô Ô

                                                   NINGUÉM NINGUÉM VERÁ
                                                   O QUE EU SONHEI
                                                   SÓ VOCÊ
                                                   MEU AMOR
                                                   NINGUÉM VERÁ O SONHO QUE EU SONHEI

     Outro exemplo. O disco "De Outra Maneira" (Geração), de l996, é uma obra prima desse cantor. Composto de 10 faixas, entre elas estão: Princípio do Prazer, Chorando e Cantando, Dona da Minha Cabeça, Mulher, É Brincadeira, etc. Esta última, entre as citadas, trás a participação especialíssima  de Naná Vasconcelos. É um primor em tudo. O CD é bom. O vinil é ótimo. O som é impecável. Nesse disco, há um poema - daqueles que ficam escondidinhos, que as rádios o ignoram. Muito bem. Ele é MULHER, de Geraldo Azevedo e Neila Tavares. Lendo-o, ouvindo-o ou cantando-o, a gente conclui que Geraldo Azevedo, não reúne em sua obra apenas as influências musicais diferentes,  que vão de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro a Bob Dylan. Mas, antenado também, a outros elementos culturais como a arte popular, o teatro, a música regional, o papel (e a presença) do nordestino na sociedade brasileira, e, principalmente o homem, que é o reelaborador de tudo isso
     No poema abaixo, os autores não deixaram de retratar a mulher, em todos os sentidos: na alegria, na dor, na procriação e por aí vai. Leia e faça uma análise sobre a íntegra desse mensagem:

                                                    MULHER

EU SOU A MÃE DA PRAÇA DE MAIO
SOU ALMA DILACERADA
SOU ZUZU ANGEL SOU SHARON TATE
O ESPECTRO DA MULHER ASSASSINADA
EM NOME DO AMOR
SOU A MULHER ABANDONADA
PELO HOMEM QUE INVENTOU
OUTRA MAIS MENINA
SOU CECÍLIA, ADÉLIA, CORA CORALINA
SOU LEILA E ÂNGELA DINIZ
EU SOU ELIS

EU SOU ASSIM
SOU O GRITO QUE RECLAMA A PAZ
EU SOU A CHAMA DA TRANSFORMAÇÃO
SORRISO MEU, MEUS AIS 
GRANDE EMOÇÃO
QUE PRIVILÉGIO PODER TRAZER
NO VENTRE A LUZ CAPAZ DE ETERNIZAR
EM NÓS SONHO DE CRIANÇA
TUA HERANÇA

EU SOU A MOÇA VIOLENTADA
SOU MÔNICA, SOU CLÁUDIA
EU SOU MARILYN, AÍDA SOU
A DONA DE CASA ENJAULADA 
SEM PODER SAIR
SOU  JANIS JOPLIN DROGADA
EU SOU RITA LEE
SOU A MULHER DA RUA
SOU A QUE POSA NA REVISTA NUA
SOU SIMONE DE BEAUVOIR
EU SOU DADÁ

EU SOU ASSIM

AINDA SOU A OPERÁRIA
DOMÉSTICA, HUMILHADA
EU SOU A FIEL E A SAFADA
AQUELA QUE VÊ A NOVELA
A QUE DISSE NÃO
SOU A QUE SONHA COM ARTISTA
DE TELEVISÃO
A QUE FAZ A FEIRA
SOU O FEITICEIRO, A FEITICEIRA
SOU A QUE CEDE AO PATRÃO 
SOU A SOLIDÃO

EU SOU ASSIM

     É isso aí. Haja coração! Por favor, deixa a beleza da poesia de Geraldo Azevedo e o valor inestimável dela, penetrarem no teu universo. Seja dono/dona da tua própria cabeça. Dos teus sentimentos. Dos teus desejos. Junte-se a quem você ama e saia por aí cometendo o amor. Pois, agindo assim, você terá bons momentos. Reúna esses bons momentos. Os de ontem com os de hoje e terá um futuro tranquilo  de boas lembranças, de muito amor.
     
       Este texto eu dedico inteiramente à Professora  FRANCIMAR MARTINS TEIXEIRA, Psicóloga e Doutora em Educação. Orientadora dos Cursos de Graduação e Pós-Graduação da UFPE. Conterrânea de Geraldo Azevedo, carinhosamente chamado de Geraldinho. Por sinal, ouvi um áudio da Mestra cantando muito bem o trecho de uma música, na qual, fala de Jatobá, lugar onde ele nasceu.
       Viva Petrolina!
       Viva Pernambuco!
       
 Viva o Nordeste!


     Referências
     1. Geraldo Vandré, Coleção MPB Compositores, vol. 31, página 20, p. 1997
     2. Moraes Moreira, Coleção MPB Compositores, vol. 22, página 20, p. 1997
     3. Alceu Valença, Coleção MBP Compositores, vol. 33, página 20, p. 1997
     4. geraldoazevedo. com. br
     5. 365 cancoes. blogspot. com. br
     6. www. letras. com. br
     7. LP (vinil) e CD "De Outra Maneira", Geração, Rio de Janeiro, p. 1996. 

                                  
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