Sobre a emoção do filme: Com Amor, Van Gogh

Há alguns anos atrás, o meu pai leu o livro Sede de Viver, o qual retrata, também, a vida do pintor. Eu lembro que comecei, mas não finalizei a leitura. Foi a partir desse livro que conheci um pouco mais sobre Van Gogh, mas, afinal, quem foi ele? Apenas o pai da pintura da moderna. Nasceu dia 30 de março de 1853, Zudert (província de Brabante do Norte, nos Países Baixos), e faleceu aos 37 anos, em Auvers-su-Oise (França) no dia 29 de julho de 1870. A vida de Van Gogh foi de muita luta, profissional e emocional, pois não teve sucesso na sua carreira como pintor, apenas depois de sua morte suas obras tiverem visibilidade e reconhecimento, e ainda, sofria com sintomas de depressão e crises psicóticas.        
Recentemente, a Netflix adicionou no seu catálogo o filme Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent). Eu, uma admiradora das obras de Van Gogh e curiosa por sua vida pessoal, decidi assistir ao filme. O filme de animação foi lançado em 30 de novembro de 2017, sob direção de Dorota Kobiela e Hugh Welchman.
O que falar do filme? Simplesmente genial! Não é à toa que ganhou os prêmios Cinema Europeu de Melhor Animação e Golden Eagle Award de Melhor Filme Estrangeiro, além de ser indicado ao Oscar 2018 na categoria Melhor Animação, e em outras premiações. Para começar, o filme de animação é com pinturas, no estilo Van Gogh, feitas à mão por mais de 100 pintores. O filme narra a história de Van Gogh após um ano do seu suicídio, Armand Roulin (Douglas Booth) recebe a missão do pai, o carteiro Joseph Roulin, para entregar a última carta do pintor ao seu irmão Theo. Mas, durante essa jornada, Armand fica curioso pela vida e morte Van Gogh, e assim, inicia uma investigação sobre seu suicídio. Assistam ao trailer:


                                       Fonte: YouTube (Canal Loving Vincent)

 Durante a investigação, Armand visita os locais que Van Gogh costumava frequentar e conhece pessoas que tiveram algum contato com o pintor. O mais incrível, é que as personagens que aparecem no filme foram pintadas na vida real por Van Gogh, só para matar a curiosidade, aqui está o retrato de Armand na vida real e no filme, interpretado por Douglas Booth.

Armand na vida real (esquerda); Armand interpretado pelo ator Douglas Booth (direita) 
Fonte: lovingvincent.com

O ator Robert Gulaczyk que interpreta Van Gogh é emoção pura, tão real que por alguns momentos parecia que estava assistindo o Van Gogh ao vivo e a cores no filme. O filme retrata o pintor a vida com tanta delicadeza. É possível ver que a produção fez com muito cuidado e admiração por Van Gogh. 
Queridos leitores, não quero me prologar para não dar spoilers e nem tirar a curiosidade de vocês sobre o filme. Realmente, o filme é belíssimo, é uma verdadeira obra de arte, em todos os sentidos. Não deixem de conferir o filme, ele está disponível na Netflix e também no YouTube Filmes. Para quem tiver mais interesse sobre o filme, basta acessar o site e o canal Loving Vincent no Youtube, lá tem várias informações sobre a produção do filme, notícias e vídeos.
O filme não retrata apenas a biografia de Van Gogh, mas nos mostra uma lição valiosa de vida sobre sua persistência e sobre o seu amor pela arte, pela sua profissão que iniciou aos 28 anos de idade. Se Van Gogh tinha a pretensão de nos comover com suas obras, posso dizer por minha experiência, que ele cumpriu sua missão. Além deste filme, penso que vale a pena conferir os outros filmes sobre o pintor: Sede de Viver (1956), Vincent (1987), Vincent e Theo (1990) e Van Gogh (1991).

Texto: Winnie Gomes


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