Os livros e as pessoas

          
         Assisti essa semana ao filme em cartaz no catálogo da Netflix, “A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata”. A própria narrativa do filme se assemelha com as narrativas que lemos em livros físicos. O filme me lembrou muito outro grande filme, “O Carteiro e o Poeta” (já escrevi no blog, dá uma conferida), porque mostra o poder que os livros podem unir as pessoas.


         O filme de 2018 é baseado no romance de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows, dirigido por Mike Newell. O ambiente da história acontece na Ilha de Guernsey (Canal da Mancha) em 1946. Um pequeno grupo de amigos, Dawson, Amelia, Isola, Eben e Eli, criam um clube de leitura em 1941 durante a ocupação dos Alemães na Ilha.
  Alguns anos depois, em 1946, a escritora Juliet Ashton, que mora em Londres, recebe uma carta desconhecida, inicialmente fica confusa, mas curiosa para saber o conteúdo do material. Então, descobre que a carta é de Dawson, membro do clube de leitura.
   Dawson relata na carta que leu o livro de Juliet e que o ajudou bastante durante a ocupação em 1941. A escritora ficou comovida com a história e decide responder, mas também se convida para participar do clube de leitura.
   Juliet aparece na Ilha e finalmente conhece o clube de leitura, seu objetivo inicial era conhecer a história do grupo e escrever um artigo para o The Times para as pessoas se inspirarem na história. Mas, o grupo não aceita que seja publicado sobre eles. A escritora não conseguia entender, mas com o passar dos dias foi descobrindo histórias sobre a ocupação alemã na Ilha, e em especial, sobre a história de Elizabeth que fazia parte do clube, mas tinha sido presa pelos Alemães.
    A história de Elizabeth mexeu tanto com Juliet que ela começou a pesquisar sobre a história da ocupação e a relação do grupo de leitura nesse contexto. As histórias estão inter-relacionadas, são muitos comportamentos e sentimentos nessa teia de narrativas.
            É claro que não contei e nem vou contar a história, apenas situei para vocês o contexto do filme para vocês assistirem. É filme lindo! Para mim ficou como experiência sobre as histórias de vida das pessoas, e como os livros têm esse poder de “(...) unir as pessoas (...)”, parafraseando uma pequena frase do filme.
            Estive em um congresso de educação recentemente e assisti a palestra de uma professora de uma cidade do Estado de Alagoas. Ela relatou sua preocupação com a biblioteca vazia na escola e a baixa adesão pela leitura pelos jovens, e ela estava desenvolvendo um projeto de resgate pela leitura entre os jovens. Achei maravilhoso! Espero que a sociedade não se esqueça da prática de leitura.
    Hoje vivemos numa era totalmente digital, inclusive os livros, mas não podemos nos esquecer da grandeza da história de um livro, seus personagens, seus cenários, e o quanto essa experiência de leitura, essa conversa entre leitor e autor, pode repercutir em nossas vidas.


Texto: Winnie Gomes