Reflexões sobre Gabo: A Criação de Gabriel García Márquez

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Imagem: Wikipedia

“Ninguém é escritor se está completamente satisfeito. Toda literatura e vocação literária nascem de um grau de insatisfação com a vida, a biografia, o mundo como é. E escrever é uma tentativa de consertar as carências”. É com essa mensagem que inicia o documentário, Gabo: A Criação de Gabriel García Márquez.
Um dos maiores escritores latino-americano e ganhador do prêmio Nobel de Literatura é retratado nesse documentário. A infância, a adolescência, sua personalidade, sua narrativa literária, suas questões políticas, sua relação com a criação de uma história, enfim, tudo isso é possível entendermos um pouco sobre a criação de Gabo, até parece que é um personagem que saiu de um livro com base no realismo fantasioso.
Desde criança ouvi meu pai contar muitas histórias sobre os grandes escritores da literatura e ele sempre falava: “O livro de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez é espetacular. Você precisa ler”. Quando estava na faculdade eu até comecei a ler, mas não cheguei na metade do livro. Sempre que assisto ou leio algo sobre as artes, de modo geral, eu fico inquieta, bate aquela sensação que temos tanto para conhecer, mas tudo o que lemos ou conhecemos é apenas uma gota do oceano. Minha lista de livros só aumenta (risos), mas um dia consigo fugir da leitura acadêmica e retomo minhas outras leituras.
Bem, vamos voltar ao documentário. A história de Gabo é narrada por amigos, familiares, por ele mesmo e até por um ex-presidente dos Estados Unidos. Ele nasceu em Aracataca, Colômbia, uma cidade pequena com 20 mil habitantes. Foi criado até os 9 anos de idade pelos avós maternos, e tinha uma relação muito próxima com seu avô. Depois foi morar com os pais em Barranquilla, onde viveu até sua adolescência. No auge da juventude mudou-se para Bogotá, capital da Colômbia, para estudar na universidade, mas abandonou a graduação e começou a trabalhar como jornalista.
Seu período como jornalista foi estável, atuou como repórter, crítico e correspondente internacional na Europa, mas sua paixão pela literatura não o largava, sempre que podia escrevia suas histórias. O auge de Gabo na literatura foi com o livro Cem Anos de Solidão, foi um sucesso em vendas, mas foi um marco na literatura latino-americana com a criação de um estilo literário denominado “realismo fantasioso”. Depois dessa obra-prima Gabo continua sua revolução com as palavras, e continua a escrever seus livros, mesmo após ganhar o prêmio Nobel de Literatura.
Ainda, o filme retrata o seu lado político, sua relação de amizade com Fidel Castro, e sua influência para libertar amigos escritores presos em Cuba. Há uma grande crítica em relação a essa amizade, pois entende-se como se Gabo apoiasse a situação política de Cuba e as decisões de Fidel Castro que ia de encontro com os Direitos Humanos. Enfim... um momento delicado na vida pessoal e intelectual de Gabo.
A genialidade de Gabo de imaginar e criar suas histórias, é traída por problemas de memória na velhice. Então, desde 2009, Gabo já não escrevia mais livros. Faleceu em 2014 vítima de pneumonia. Mas, o mais impactante nessa história, foi saber sobre a perda de memória de Gabo, o quanto ele deve ter sido sofrido em não ter mais uma de suas habilidades.
Eu interpreto o filme como uma tentativa de mostrar que a vida de Gabo e confundida com suas obras. O que eu quero dizer é que há uma realidade autobiográfica em seus personagens e enredos. Suas histórias têm como fonte suas experiências de vida e suas reflexões sobre a realidade social.
Espero que vocês consigam assistir ao documentário, é um filme curto, um pouco mais de 1 hora, narrado de forma leve, mas com a profundidade analítica de Gabo. Eu não vou entrar mais em detalhes para vocês não perderem a oportunidade de assistir ao filme disponível na Netflix (clique aqui para ver o trailer).

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