A tranquilidade de Ayrton Montarroyos


Ayrton Montarroyos, 23 anos, é um cantor e compositor Recifense conhecido no cenário musical e canta músicas no gênero MPB. Em 2015, foi vice-campeão do programa The Voice, e durante o programa cantou aquelas músicas clássicas da MPB: Força Estranha (Caetano Veloso), Carinhoso (Pixinguinha), Cálice (Chico Buarque), Olhos nos Olhos (Chico Buarque), Fascinação (Elis Regina), Eu só quero um Xodó (Dominguinhos).

Para quem curte esse gênero não vai se decepcionar com a interpretação de Ayrton Montarroyos. Ele tem um estilo de cantar bem calmo e tranquilo, seus seguidores até falam que sua voz "transmite paz".

Em 2017, dois anos após a participação no programa, gravou o CD independente, Ayrton Montarroyos, com 11 músicas, dentre elas de músicos consagrados, Caetano Veloso, Zeca Veloso, Cartola, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Sombrinha. O álbum, também, apresenta uma música autoral e do famoso compositor pernambuco Lula Queiroga. No seu canal do Youtube é possível conferir o álbum na íntegra, vou deixar aqui para vocês conhecerem.


Acabou de sair do forno o novo álbum de Ayrton com um título bem poético, Um Mergulho no Nada. O artista explicou para o  Jornal do Commercio - JC (1) a inspiração para o título do CD e para a construção do trabalho:

"O título é extraído da música de Capiba (com Décio e Carvalho), Sem Pressa de Chegar, quw tem o verso 'talvez seja um mergulho no nada'. Exata,ento o que eu queria dizer, parece que o nada é um vazio, mas, pelo contrário, a gente tem uma coisa acontecnedo aí. É o mergulhar no nada para entender suas sutilezas".

O novo álbum está recheado com canções de artistas da MPB. Confiram o teaser do show e o vídeo com a música Açaí, de Djavan:





                                       
As músicas do novo álbum são: Pé na estrada (Ylana Queiroga e Yuri Queiroga, 2017); Açaí (Djavan, 1981) ;Sem pressa de chegar (Capiba e Délcio Carvalho, 2000); Jabitacá (Junio Barreto, Bactéria e Lira, 2015); Mar e lua (Chico Buarque, 1980); Dona divergência (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, 1951); Sodade matadeira (Dorival Caymmi, 1948); Brigas nunca mais (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959); Doce de coco (Jacob do Bandolim, 1951, com letra posterior de Hermínio Bello de Carvalho, 1968); Cálice (Chico Buarque e Gilberto Gil, 1973). (2)

Para finalizar, na mesma entrevista para o JC, o cantor esclarece que seu estilo musical transita entre o clássico e o contemporâneo da MPB, e deixa claro que seu objetivo é oferecer música de qualidade:

"(...) Tenho vergonha dos artistas que vivem fazendo coisas vulgares para ganhar dinheiro (...). Eu conheço o outro mundo, o Brasil de Dorival, de Tom Jobim, de Jackson do Pandeiro, de Clementina de Jesus, de Vitor Araújo, Zé Maniel, Ylana Queiroga, gente com coisas lidas para oferecer (...)".

O novo álbum está disponível nas plataformas digitais 
Spotify e Deezer. Para quem prefer o CD físico, é possível comprar nos seguintes sites: Passa DiscoLojas Americanas e Submarino. Para acompahar o Ayrton, basta acessar suas redes sociais: Youtube FacebookTwitter e Instagram


Texto: Winnie Gomes
Fonte

1. Ayrton Montarroyos canta o Brasil da declidadeza perdida. Jornal do Commercio, em 19 02.2019. Matéria completa, clique aqui.

2. Ayrton Montarroyos comenta as dez músicas de disco em que homenageia Elis Regina e canta Djavan. Mauro Ferreira. G1, em 12.12.2018. Matéria completa, clique aqui.

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